A conversa começa sempre do mesmo jeito. O médico prescreve. A família celebra — finalmente, após meses ou anos de busca, encontraram um tratamento que funciona. Então chega a cotação do produto. E o chão some.
Um frasco de óleo CBD full spectrum de qualidade, importado, pode custar entre R$800 e R$1.500. Dependendo da dosagem prescrita, uma família com mais de um paciente pode precisar de dois, três, quatro frascos por mês. A conta anual chega facilmente a R$30 mil, R$40 mil, R$50 mil — para quem tem dois ou três pacientes em tratamento concomitante.
Não é exceção. É a realidade de milhares de famílias brasileiras que descobriram que o medicamento funciona — e agora precisam descobrir como pagar por ele.
O tamanho do mercado e o peso da conta
Em 2025, 873 mil brasileiros utilizaram produtos à base de cannabis medicinal — um crescimento de 30% em relação a 2024, segundo o Anuário da Cannabis Medicinal da Kaya Mind. O mercado deve movimentar R$1 bilhão em 2025.
Desses 873 mil pacientes, mais de 300 mil importam ativamente produtos do exterior. Em 2024, 47% dos pacientes adquiriram produtos importados, 31% compraram em farmácias e 22% recorreram a associações especializadas.
A importação domina por dois motivos: variedade de produtos e custo por miligrama de canabinoide, que tende a ser menor nos produtos importados do que nos vendidos em farmácias brasileiras. Mas "mais barato por miligrama" não significa barato — significa menos caro do que uma opção já cara.
Por que é tão caro — e o que está mudando
O alto custo tem causas estruturais. A produção nacional de cannabis medicinal em escala ainda é incipiente — a regulamentação brasileira avançou, mas a indústria local ainda não consegue abastecer a demanda com preços competitivos. A importação, por sua vez, carrega custos de logística internacional, variação cambial e margens das empresas intermediárias.
A boa notícia é que o cenário está mudando. Farmacêuticas brasileiras reduziram de 30% a 40% o preço de produtos de canabidiol nos últimos meses de 2025, segundo o portal Futuro da Saúde. A ANVISA revisou regulamentações para permitir que farmácias de manipulação atuem com CBD — o que deve ampliar a oferta e pressionar os preços para baixo. E a expectativa é de que a regulamentação do cultivo de hemp no Brasil, quando avançar, reduza ainda mais os custos de produção.
Mas para famílias que precisam do medicamento hoje — não daqui a dois anos — a conta ainda é pesada.
"O medicamento funciona. Mas quando você olha para a cotação e calcula a conta anual para dois ou três pacientes, percebe que precisar do remédio e conseguir pagar são realidades diferentes."
As saídas que existem — e que precisam ser conhecidas
A boa notícia é que o caminho para reduzir o custo sem abrir mão da qualidade existe. São múltiplas frentes, e muitas famílias chegam a uma combinação de duas ou três delas.
O que as famílias mais informadas estão fazendo
O padrão que emerge entre famílias que conseguiram equilibrar acesso e custo é a combinação de estratégias. Associação cannabica para o fornecimento principal, médico especializado para otimização de dose, e — nos casos mais complexos — processo judicial como garantia de acesso de longo prazo.
O conhecimento sobre essas alternativas ainda é muito desigual no Brasil. Famílias com acesso a informação de qualidade, advogado especializado e rede de apoio navigam esse sistema de forma muito mais eficiente do que aquelas que chegam sozinhas, sem orientação.
É exatamente essa assimetria de informação que justifica a existência deste portal. O medicamento funciona. O acesso é possível. O custo pode ser gerenciado. Mas para isso, a família precisa saber onde procurar e o que perguntar.
Se você ou alguém da sua família está buscando acesso à cannabis medicinal e não sabe por onde começar — médico prescritor, associação, processo judicial ou Habeas Corpus — entre em contato pelo contato@kingenergyhemp.com.br. Podemos orientar o caminho correto para cada situação.